Magistrados dos tribunais da Relação devem também ter especialização em Direito da Família

O Bastonário da Ordem dos Advogados defendeu hoje, no Funchal, que os Magistrados dos tribunais da Relação devem também ter especialização em Direito da Família.  
 
Na abertura das II jornadas ‘Direito da Família’, que decorre ao longo do dia no Museu de Electricidade, Casa da Luz, Guilherme Figueiredo pese embora tenha registado o “grande avanço” que foi a criação dos tribunais de especialização, como é o caso do Tribunal da Família, reclama que é preciso “evoluir um pouco mais”, por considerar que não faz sentido “pensarmos a especialização dos senhores magistrados da 1ª Instância quando as Relações depois julgam, por exemplo, com o juiz do Direito do Trabalho ou o juiz do Direito Criminal, ou seja, com o juiz que nada tem a ver com o Direito da Família”, criticou. Na opinião do Bastonário, “a especialização do Tribunal de 1ª Instância exige a especialização dos Tribunais Nacionais das Relações. Esta é uma questão central hoje para a organização judiciária do país”, reclamou.  
 
A mesma preocupação manifestou em relação à classe que representa, lembrando que “também é exigível que os advogados se especializem no Direito da Família”, apontou.

20/09/2017 21:11:05