Laboratório Militar disponível para produzir canábis

Venda da planta para uso medicinal entrou em vigor na quarta-feira, mas ainda não é possível adquirir medicamentos na farmácia.

O Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos garante que está preparado para assumir a produção de medicamentos com base na canábis, tal como ficou estipulado no decreto-de-lei que legalizou o uso da planta para fins medicinais. O laboratório, que produz uma dúzia de medicamentos para o Serviço Nacional de Saúde, disse ao Jornal de Notícias ter "flexibilidade" para "ajustar-se ao que está determinado". 

A utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis foi aprovada pela Assembleia da República a 15 de Junho na votação final global de um texto da comissão parlamentar de saúde originado por projectos de lei do Bloco de Esquerda e do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

Ficou estipulado que deve ser um médico a prescrever este tipo de medicamentos ou preparações à base da planta da canábis, em que são consideradas substâncias que vão desde os óleos até à flor desidratada, mas só se outras terapêuticas convencionais tiverem efeitos adversos ou indesejados. No documento, que reforça o papel do regulador dos medicamentos - Infarmed -, introduz-se a possibilidade de o Laboratório Militar contribuir para a produção das substâncias em causa. Segundo o JN, a possibilidade de estes medicamentos serem produzidos por militares - tal como acontece em Itália - tem como objectivo permitir que os mesmos cheguem aos doentes a preços mais acessíveis. 

Ainda não é possível adquirir estes medicamentos, preparações e ou substáncias nas farmácias, visto que o decreto-de-lei prevê um período de 60 dias de regulamentação, que só termina em Outubro. 

06-08-2018 Sábado

13/12/2018 11:33:50