PJ tem mais de 800 processos pendentes por corrupção

PJ tem mais de 800 processos pendentes por corrupção


PJ abre cada vez mais casos relacionados com corrupção. Processos pendentes duplicaram em quatro anos.



A Polícia Judiciária tem cada vez mais processos pendentes por suspeitas de crimes de corrupção. Os números são da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) do Ministério da Justiça.

Desde 2013, o número de casos de corrupção entrados e pendentes na PJ não para de aumentar, atingindo em 2018 o máximo da última década: 834, mais do dobro do que aqueles que existiam há quatro anos.

As queixas que chegam à página da Procuradoria-Geral da República dedicada à denúncia deste tipo de crimes também continua a aumentar, chegando às 2.578 entre novembro de 2017 e outubro de 2018, mas apenas 292 (11,3%) tinham factos suficientes para a abertura de inquéritos. Na prática é quase tudo arquivado depois de uma análise inicial.

Menos julgamentos

Apesar do aumento de investigações nas polícias e no Ministério Público, os casos que acabam por chegar a julgamento estão longe de aumentar na mesma proporção.

Os processos por crimes de corrupção findos nos tribunais de primeira instância atingiram, em 2018, o número mais pequeno dos últimos dez anos, ou seja, apenas 28, metade, por exemplo, daquilo que se registava no início da década.

Finalmente, o número de condenados que acaba na cadeia por crimes de corrupção chegava no final de 2018 aos 20, menos que os 27 de 2017, mas mais que os 15 de 2016 ou os 12 de 2015.

O Ministério da Justiça sublinha que tem reforçado e vai continuar a reforçar o Ministério Público, a PJ e os tribunais para combater a corrupção e criminalidade conexa.

02/04/2020 06:42:09