Estado sem pistas sobre a maioria da arte desaparecida. Quatro obras foram roubadas

Estado sem pistas sobre a maioria da arte desaparecida. Quatro obras foram roubadas


Entre as 94 obras de arte contemporânea do Estado por localizar há de tudo: peças roubadas, obras extraviadas, empréstimos internacionais, cedências a gabinetes do Governo e verdadeiros mistérios.



No relatório da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) que o Ministério da Cultura vai enviar à Procuradoria-Geral da República, e a que a TSF teve acesso, há um número que salta à vista: em 63 peças não há um único documento oficial que comprove o último local de depósito, o que significa que é praticamente impossível localizá-las.

Em muitos casos, o inventário do Estado faz apenas referência ao nome da obra, autor, data e número de coleção. Se a isto somarmos a falta de registo fotográfico de várias obras, as imprecisões das fichas de inventário originais, as rubricas ilegíveis de alguns processos e a ausência de autos de entrega percebemos que a descoberta das peças é, de facto, um caso de polícia.

10/07/2020 17:47:59