Delegação da Ordem dos Advogados de Tomar tomou posse no Convento de Cristo

Delegação da Ordem dos Advogados de Tomar tomou posse no Convento de Cristo

Os novos membros da Delegação da Ordem dos Advogados de Tomar tomaram posse, no passado dia 10, numa cerimónia na Cafetaria do Convento de Cristo de Tomar, cerimónia essa que foi seguida de jantar.

Os novos membros da Delegação para o triénio 2020/2022 são: Sílvia Serraventõso (presidente), Vasco Marques (vogal), Joana Pinto Coelho (vogal secretária), Luís Correia Dias (vogal) e Catarina S ousa Jorge (vogal tesoureira).

A cerimónia, dotada de toda a solenidade e dignidade que se lhe impunha, tomada pelo espírito Templário, com sala cheia, contou com a presença da Associação Thomar Honoris, que se fez representar com Cavaleiros Templários (a pé e a cavalo), que receberam os convidados e ainda com a participação do Coro da Universidade Sénior de Tomar, com um reportório à altura, de Frenando Lopes Graça e Zeca Afonso.

A cerimónia foi presidida pelo presidente do Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados, António Sá Gonçalves e, em representação do Bastonário Menezes Leitão (recém eleito), esteve Paulo Pita Soares, vogal do Conselho Geral da OA. Esteve presente também o vice presidente da CâmaraMunicipal de Tomar, Hugo Cristóvão e o presidente da Assembleia Municipal de Tomar, José Pereira.

A cerimónia contou ainda com a presença da Magistrada do Tribunal da Relação de Lisboa, Cristina de Almeida e Sousa, em representação, da Associação de Mulheres Juristas Portuguesas (APMJ), bem como de Marta Filipe, Juíza do Tribunal Judicial de Tomar-Secção Crime. Em representação do Politécnico de Tomar, estiveram presentes Nuno Madeira, vice presidente e Júlio Filipe, administrador. A Delegação de Abrantes representada pelo seu presidente, António Velez, tambéfti marcou presença, sendo que na sua intervenção, este enalteceu o espírito de entreajuda, união, amizade e respeito mútuo que liga as duas Delegações.

No seu discurso, Sílvia Serraventoso referiu a importância das Delegações, que em primeira linha são quem representa a classe profissional e que estas não podem continuar a ser o "parente pobre dos Conselhos Regionais". "Não é fácil reunir um grupo de homens emulheres, profissionais do Direito, que aceitem nas condições em que aceitam, um trabalho de representação da classe profissional como este: Representar uma Delegação da Ordem dos Advogados, no fundo, representar os colegas da sua Comarca, fazendo a ligação ao Conselho Regional (neste caso, Coimbra). Aceitar esta incumbência, é acima de tudo, um enorme desafio! As Delegações são em primeira linha, o contacto imediato do púbiico em geral e, são a imagem da Classe Profissional e, no fundo, da Ordem profissional a que pertencemos. Portal, torna- -se imperativo repensar o papel destas e dotá-las de maior dignidade existencial sob pena de deixar de fazer sentido a existência pela mera existência. É imperativo que as Delegações deixem de ser 'o parente pobre' dos Conselhos Regionais. É imperativo que se reveja as condições em que os membros das Delegações trabalham (a título gratuito, entenda-se), despendendo do seu tempo e verbas pessoais para fazer face aos impositivos formais e, até, das despesas básicas da própria Delegação. Tal não é nem pode ser concebível. Dotar as Delegações (as que reunam condições para tal), de sede própria, independente de escritório de um seu membro é fundamental, até por uma questão de princípio, isenção e independência. Era importante que para o Conselho Regional de Coimbra ' todas as Delegações da sua área geográfica passassem a ter a mesma importância e fossem merecedoras da mesma atenção' - a Exemplo do CRLisba. Precisamos todos uns dos outros! E só juntos faz sentido e se consegue apresentar um bom trabalho".

Por fim, os agradecimentos foram dirigidos Urbano Rei, mandatário da lista eleita e Patrono de alguns dos membros e a Manuel Carlos pelos anos (cerca de 10), de dedicação à frente da Delegação da Ordem dos Advogados de Tomar.

21/02/2020 16:05:30