Suspeitas de branqueamento de capitais aumentam 43%. PGR recebeu 8.974 alertas em 2019

Suspeitas de branqueamento de capitais aumentam 43%. PGR recebeu 8.974 alertas em 2019


Comunicação de operações suspeitas no âmbito da lei de combate ao branqueamento de capitais aumentou 43% num ano.



Das denúncias resultaram 247 inquéritos, avança o Jornal de Negócios na edição desta segunda-feira

Em 2019, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu 8.974 comunicações de operações suspeitas no âmbito da lei de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento de terrorismo. Na edição desta segunda-feira, o Jornal de Negócios avança que o número representa um aumento de 43% face aos 6.271 casos registados no ano anterior.

Segundo os números fornecidos ao Negócios pela PGR, da totalidade de operações comunicadas, 407 foram realizadas nos termos do artigo 47º da lei do branqueamento. Isto significa que envolveram procedimentos urgentes suscetíveis de levar à suspensão dos negócios em causa e das operações bancárias envolvidas, o que acabou por acontecer em 247 casos, onde foram abertos inquéritos estando a decorrer as respetivas investigações.

Bancos e outras instituições financeiras, notários, solicitadores, advogados ou agentes imobiliários estão entre as entidades que, ao abrigo da lei de combate ao branqueamento de capitais, estão obrigadas a informar a PGR e a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária, em simultâneo, sempre que algum negócio ou operação levante suspeitas de envolvimento de fundos ilegais.

Atá ao ano passado, a maioria das comunicações vinha de instituições financeiras, mas, desde o ano passado, avança jornal, o setor imobiliário ganhou novas obrigações de identificação e comunicação, bem como os advogados que, apesar de ainda aguardarem um regulamento que operacionalize as comunicações, num só mês de 2020, comunicaram três operações contra as cinco que tinham comunicado ao longo de todo o ano de 2019. Segundo a PGR "não é possível, nesta altura, indicar quantas comunicações efetuou cada entidade", o que permitiria ter uma ideia mais concreta de onde provêm as comunicações recebidas pelas autoridades.

21/04/2021 18:35:49