Ministério Público insiste que os jornalistas que foram vigiados sejam julgados por violação do segredo de justiça

Ministério Público insiste que os jornalistas que foram vigiados sejam julgados por violação do segredo de justiça. No debate instrutório a procuradora negou ter violado ela a lei desvalorizou o facto de vigiar jornalistas diz que até as bombas de gasolina em videovigilância. Determinou a vigilância a dois jornalistas e continua a defender o que fez a procuradora André Marques nega ter violado a lei e alega que vigiar jornalistas no âmbito de um processo não tem nada de mais. Os jornalistas estavam a ser vigiados em locais públicos, dá até como exemplo, a videovigilância usada nas bombas de gasolina. Não tem potencial invasivo não belisca a esfera do direito à vida privada as bombas de gasolina. Que eu saiba, mas posso estar equivocado não exerce uma função de interesse público como os jornalistas, os jornalistas exercem efetivamente uma função de interesse público e, portanto, essa função tem de ter uma proteção especial. dois jornalistas foram vigiados fotografados pela PSP em dois mil e dezoito, as autoridades acederam até aos movimentos das contas bancárias, os profissionais da comunicação social estão acusados de violação de segredo de justiça na sequência de notícias que escreveram sobre o processo a Toupeira. O Ministério Público acredita que um coordenador da PJ também arguido e os passou informações comunicações entre ambos são apontadas como prova. Apesar de a investigação não ter tido acesso ao conteúdo no debate instrutório do caso uma espécie de alegações finais, a procuradora André Marques defendeu que os três arguidos devem ir a julgamento, alegando que o direito a informar e a liberdade de imprensa tem limitações. A senhora procuradora está sujeita a uma inspeção extraordinária. Determinada pelo Conselho Superior do Ministério Público, essa inspeção extraordinária foi motivada exatamente por causa desta vigilância que ela mandou efetuar jornalistas e o interpreto a longa alegação que ela fez esta manhã com uma defesa escrita que se incorpora para efeitos de inspeção extraordinária. No dia dezoito de Novembro é conhecida a decisão instrutória. O CEJ o juiz Carlos Alexandre vai dizer se os jornalistas e o coordenador da PJ seguem ou não para julgamento.

16/10/2021 16:10:40