Chefes garantem que prisões vão ficar sem comando na segunda-feira devido à greve

Os serviços mínimos passam por dois chefes nas cadeias maiores e um chefe nas prisões mais pequenas, diz Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional.

A greve das chefias dos guardas prisionais está a ter esta sexta-feira uma adesão acima dos 90% em 12 prisões, mas na segunda-feira a associação que os representa prevê uma paralisação total por não serem necessários serviços mínimos.

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) realiza esta sexta-feira o primeiro dia de greve total ao trabalho para exigir um novo estatuto profissional e o pagamento de suplementos, entre outras reivindicações.

Hermínio Barradas afirmou que na greve desta sexta-feira têm de ser cumpridos os serviços mínimos de meios no que concerne às chefias de serviço, tendo em conta que está a decorrer uma outra greve convocada por um dos sindicatos do corpo da guarda prisional.

No entanto, referiu que o impacto é grande e manifestou-se satisfeito com a adesão acima de 90% nos estabelecimentos de Sintra, Elvas, Santa Cruz do Bispo (feminina), Lamego, Ourém, Vale dos Judeus, Silves e Alcoentre, bem como o Grupo de Intervenção de Lisboa.

Num comunicado sobre os motivos da greve, a ASCCGP apontou "inércia, a apatia e a desconsideração do Ministério da Justiça sobre os problemas do sistema prisional" e criticou a "opção do Governo de continuar a ignorar a existência de uma inédita (...) falta (...) de efetivo, indesejável e arriscada".

Denunciando "péssimas condições de trabalho", bem como os "baixos e incongruentes vencimentos", o organismo sindical lamentou ainda a ausência de perspetivas de evolução na carreira e a falta de reconhecimento. Por isso, considerou ser necessária a intervenção do executivo, apesar de registar a "permanente humilhação funcional" pela tutela.

09/12/2022 12:03:07