Coimbra homenageou 127 advogados com mais de 35 anos de carreira

 

Ser advogado é tocar as estrelas, é ter o direito de profligar todos os abusos, de afrontar todas as violências, de denunciar todos os crimes, defender os oprimidos, os perseguidos e os fracos, de dar apoio aos que dele carecem, de pugnar pelo Direito – em cuja essência assenta a própria vida da Humanidade. É, afinal, manter aceso o facho da legalidade, sem a qual o mundo se subverte na mais atroz confusão”. As palavras são do saudoso bastonário, Adelino da Palma Carlos, evocado, na quinta-feira (14), pelo presidente do Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados na cerimónia de homenagem aos profissionais com mais de 35 anos de .

António Sá Gonçalves dirigiu, desde logo, as primeiras palavras aos homenageados “pelo que representam para a advocacia portuguesa”, acrescentando que “exercer a profissão durante 35 anos é um acto de coragem e resiliência mas também de teimosia na defesa dos direitos, liberdades e garantias, na dignidade da pessoa humana e na defesa dos direitos e interesses dos clientes, em prejuízo, na maior parte das vezes, de si próprio e das suas famílias. Ser advogado durante tanto tempo exige, de facto, qualidades fora do comum”, frisou. António Sá Gonçalves sublinhou ainda que “ser advogado é estar ao serviço do Direito e da Justiça 24 horas por dia, sete dias por semana, 30 dias por mês e 365 dias por ano.

O evento contou, também, com a presença do bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, que começou a sua intervenção parabenizando todos os distinguidos e reconhecendo “o seu papel, dedicação e contributo pela advocacia”.

“Esta distinção é uma homenagem aos colegas que, neste período, defenderam o Estado de direito contra qualquer abuso de poder”, disse. O advogado, natural de Coimbra, afirmou ainda que “a Ordem está orgulhosa de todos os homenageados” e espera voltar a vê-los “na cerimónia dos 50 anos de exercício da profissão”, acrescentando que “a advocacia não é uma profissão de covardes”.

Em representação dos homenageados, teve a palavra, Abreu Bernardes (também ele homenageado) mostrando gratidão em nome de todos os colegas que representa dizendo que “devemos prezar pela igualdade en- tre nós [advogados] não esquecendo a nobreza que a nossa profissão tinha há 35 anos e que agora vai esmorecendo”.

“Não devemos alimentar lutas, ser mal-educados uns com os outros ou com superiores, dando-se mais ao respeito e não despejar veneno nas redes sociais”, numa clara intervenção que terminou com a citação de alguns artigos dos estatutos da Ordem dos Advogados alertando, na sua maioria, para os deveres mas também direitos inerentes ao exercício da advocacia.

Recorde-se que a Direcção Regional de Coimbra da Ordem dos advogados alberga os distritos de Coimbra, Guarda e Castelo Branco na sua totalidade, dois terços do distrito de Viseu, metade do distrito de Aveiro e cinco municípios do distrito de Santarém.

01/10/2022 02:34:19