Ordem critica mão leve do MP em ataque a advogada

Detido em flagrante em Gaia foi libertado. Duas queixas de agressões em menos de um mês.

A Ordem dos Advogados recebeu, em menos de um mês, queixas de duas advogadas por agressões físicas e um dos casos foi também denunciado à Procuradoria-Geral da República (PGR) por causa da atuação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Vila Nova de Gaia.

Ontem, em comunicado, a Ordem referiu que os advogados “são cada vez mais confrontados/as com ameaças diversas contra a sua integridade física e, por vezes, até contra as suas próprias vidas”. Nos dois casos recentes tratou-se de “agressões graves perpetradas nos seus respetivos domicílios profissionais, onde foram sequestradas e agredidas em plena luz do dia”.

A Ordem já providenciou o patrocínio das advogadas e vai constitui-se assistente nos processos. Quanto a uma delas, foi denunciada à

PGR a reação “pouco adequada de uma das secções” do DIAP de Gaia que “decidiu deixar sair em liberdade, e apenas com termo de identidade e residência, o agressor (...), que tinha sido detido em flagrante delito, (...) suspeito dos crimes de sequestro e tentativa de homicídio, sem recolher um único depoimento dos intervenientes (testemunhas, queixosa e do próprio arguido)”.

Os envolvidos foram mantidos nas instalações “durante três horas e meia, por se entender que não valeria a pena, naquele momento, realizar outras diligências de investigação, já que o arguido se encontra social e profissionalmente inserido, uma vez que nada consta do seu registo criminal, e também por se ter decidido que não estaria preenchido nenhum dos requisitos” para medidas de coação.

12/02/2026 22:28:55