Advogados avisam: Seguradoras não podem fugir à Kristin

São milhões de euros em prejuízos registados pela destruição da depressão Kristin, em Portugal. Nesta altura são vários os sinistros ativados junto das companhias de seguros. No entanto, há várias pessoas que se queixam de falta ou demora nas respostas. A Ordem dos Advogados avisa as seguradoras de que não podem fugir ao pagamento das compensações.

Num texto assinado pelo bastonário desta entidade, João Massano, publicado no ‘Correio da Manhã’, o responsável atira: “Nove mortos. Dez mil ocorrências. Sessenta municípios em calamidade. Telhados arrancados. Carros arrastados. Vidas suspensas. Mas há resposta. A seguradora não pode recusar”.

Sustentando que: “A lei é clara: qualquer cláusula que exclua responsabilidade por efeito da declaração de calamidade é nula. Nula. Quem disser o contrário está a mentir”.

Massano dá ainda um conselho aos visados pelos danos do temporal e relembra os apoios prestados pelo Governo. “Faça isto hoje: contacte a seguradora por escrito. Fotografe tudo. Guarde os bens danificados. Participe o sinistro nos primeiros 8 dias. Conserve as faturas de reparações urgentes”, começou por advertir. “Sem seguro? O Governo anunciou 2.500 milhões em apoios: até 10 mil euros para reconstruir casa, até 1.075€ por agregado para emergências, suspensão de prestações por 90 dias, obrigações fiscais adiadas para abril. Para empresas, há linhas de crédito de 1.500 milhões. A Ordem dos Advogados propôs apoio jurídico através do sistema de acesso ao direito”, acrescentou.

Mas o jurisconsulto não se ficou por aqui e expressou o seu apoio às vítimas do fenómeno meteorológico, sublinhando as responsabilidades de cada entidade nesta catástrofe. “Não assine sem perceber. Não aceite indemnizações apressadas. Não fique sozinho. A seguradora tem obrigações. O Estado tem deveres. O cidadão tem direitos. Exija-os”, rematou.

17/02/2026 18:24:26