Caso de tortura na esquadra do Rato: «É preciso ter uma mente doente para fazer aquelas coisas»
"O que temos que retirar daqui é que é preciso haver uma fiscalização, um controlo destas situações", considera o Bastonário da Ordem dos Advogados. O Bastonário da Ordem dos Advogados esteve esta quarta-feira no NOW e comentou o caso de tortura na esquadra do Rato, em Lisboa, da PSP, salientando que as vítimas eram escolhidas cuidadosamente de acordo com a "sua vulnerabilidade". "Eram imigrantes, toxicodependentes, sem-abrigo, pessoas que não tinham relações que os protegessem fora dali. E houve, e isto é o que me choca mais, se se vier a confirmar, um abuso de poder contra pessoas muito, muito vulneráveis da sociedade portuguesa", vincou. João Massano continuou por dizer que quando "quem tem o monopólio da força" é a PSP e as restantes forças de segurança, "coloca a questão de saber em quem podemos confiar". "O que temos que retirar daqui é que é preciso haver uma fiscalização, um controlo destas situações. Isto não pode voltar a acontecer. Isto tem que parar ou pelo menos temos que ter mecanismos que permitam essa paragem", acrescentou, mencionando a necessidade de bodycams nos agentes da polícia. Além disso, João Massano afirmou que quem comete este tipo de crimes tem "uma mente doente", que não pode "estar no seu estado saudável e normal".